O Retorno…

12 Setembro, 2011 10:55 pm

A volta por cima!!!

No último mês de maio fez dois anos que não escrevo no meu Blog, e em nenhum outro, vários motivos me levarão a isso, fatos que no momento, não compete citar aqui.

Mas com tantas coisas acontecendo, tantos fatos mascarados, omitidos pelos grandes veículos de comunicação, tanto do país, quanto do mundo, acabaram por me motivar a voltar a escrever sobre eles, na esperança de que aconteça alguma coisa positiva nesse país marcado pela impunidade e principalmente pela conivência proposital.

Sou adepto da ideia de que é melhor errar por si posicionar, do que por se omitir, se calar, pelo menos mesmo errando eu provoco o debate, e de alguma forma faço acontecer.

Depois de tanto tempo, o meu primeiro tema será sobre o embate do exercito com a população de Morro do Alemão que aconteceu neste último domingo, 04 de setembro.

Um país afundado na hipocrisia aplaude seus algozes

10:20 pm

Contradições no Morro do Alemão

A desculpa que os militares estão alegando para o choque com alguns moradores do local, que estão debaixo do controle do mesmo há vários meses, é simplesmente ridícula, é achar que todos os brasileiros são burros, ou no mínimo idiotas. Alegar que grupos de traficantes estão de volta ao complexo e pressionando moradores contra os militares, não é apenas ridículo, é fantasioso e até mesmo folclórico. As testemunhas afirmam com clareza de detalhes que foram eles, os militares que chegaram ao local com extremo exagero e truculência na abordagem, a qual deveria ser amigável e pacífica. E isso porque no local tinha uma televisão com som alto, onde um pequeno grupo de pessoas assistia a um jogo de futebol em um bar, e os militares exigiam que o volume da TV fosse abaixado, em não sendo atendidos, teriam reagido e atacado com spray de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral. Resumo da ópera; três pessoas foram detidas e uma mulher foi encaminhada ao hospital com sérios ferimentos na boca.

Analistas a muito já previam tais acontecimentos em função de militares das forças armadas não terem treinamento específicos para lidarem com situações urbanas, normalmente geridas pelas policias civil ou militar.

Mas o incrível disso tudo não é o fato em si propriamente dito ou narrado, o que me chamou a atenção foi à postura de alguns órgãos da imprensa, que mostra e narra os fatos como se o acontecido fosse normal, natural, corriqueiro, verdadeiro, e não é. O ocorrido é serio e pode por há perder todo trabalho até então desenvolvido, que tem tudo para ser exemplar. Onde fica a questão da investigação preliminar a qual a impressa deveria fazer, e não apenas acolher a versão oficial com verdade absoluta, onde fica o contraditório.

Chega de factoides, de coisas armadas, de justificativas mirabolantes, de conivências escandalosas, de criar fatos para justificar fatos, nos estamos fartos de tanta farsa, de tanta encenação, teatro, que escondem interesses escusos e particulares de “A”, “B”, e “C”.

Novamente no dia 06 de setembro, fatos noticiados pela TV Globo, tentam tirar dos militares do exercito a responsabilidade pelas ocorrências anteriores de exorbitâncias nas suas ações. Agora para as forças questionadas nesse episódio é uma questão de honra tentar mostrar para sociedade que as ações arbitrarias foram justificáveis em virtude de ações criminosas por parte de traficantes recém-instalados na região.

Se for verdade, que os traficantes retornaram as suas antigas posições, é mais um aprova de que o todo poderoso exercito brasileiro com 1100 homens no local, não é todo poderoso assim, já que não conseguiu assegura as posições conquistadas anteriormente à duras penas.
Tudo nesse caso é muito questionável, por todo lado que se analisa verifica-se falhas por parte de quem deveria assegurar a estabilidade, a segurança, e a paz na região. Como retrato disso, temos a questionada fuga cinematográfica dos bandidos por ocasião da tomada do complexo no ano passado. Como uma invasão tão bem orquestrada, planejada e executada com tanto esmero, deixa tantos criminosos fugirem em plena luz do dia, e de baixo de tantos holofotes? Só mesmo a certeza de uma onipotência inadmissível.
Enquanto veículos de comunicação do país forem coniventes com realidades plantadas, e noticiarem factoides como realidades inquestionáveis, nada nesse país mudará para melhor. E como esse caso do Complexo do Alemão, existem outras centenas de realidades mascaradas nesse país, por interesses obscuros, pela falta nítida de vontade em ir fundo na verdade ocultada por interesses diversos, de que a realidades venha sempre em comum acordo com as máfias organizadas e estruturadas em todos os setores e níveis do poder.

Comparando a nossa realidade, e ao mesmo tempo fazendo um paralelo, temos a tal morte do suposto terrorista Bin Lader, o qual ninguém viu, mas somos psicologicamente forçados a acreditarmos em sua morte, sem a menor prova real do acontecido, da mesma forma existe quem acredita e quem duvide. Temos também a famosa e dispendiosa guerra do Iraque, cuja justificativa inicial era para apreender armas químicas, mas as mesmas nunca foram encontradas, e ai?

Agora eu questiono quem mais lucrou com essa guerra suicida, não foram os fabricantes de armas! E qual família americana está envolvida até o pescoço com as indústrias armamentistas? E ainda temos por trás da cortina outro questionamento, como está hoje à distribuição do petróleo naquele país sem comando legítimo e totalmente destroçado primeiro pela guerra e depois pelas brigas internas fomentadas com mais e mais armas? Os interesses são claros e os interessados mais ainda.

Mas voltando para nossa realidade tupiniquim, uma coisa é clara para quem quer ver; por traz de toda truculência de forças criadas para defender o cidadão ou a nação, sempre existe algo de podre, de fétido, que será defendido com morte de quem as desafiar, sendo assim quem tem a perder seja materialmente ou estrategicamente, cala-se, consente e lucra. “Acorda Brasil”

Uma última observação. Como pode duas forças tão antagônicas sobreviver sem incidentes, à comunidade do Alemão vive supostamente sobre um regime democrático, já com as forças de segurança acontece exatamente o contrário, é um regime ditatorial, com hierarquia rígida e obediência cega. Como conciliar tais opostos sem faíscas, será que hoje não acontece de terem colocado lobos para tomar conta de ovelhas? O resultado dessa equação e imprevisível, mas será sempre desastroso. Autor (JFarias)

Segue alguns link’s importantes como referências para maiores informações sobre o tema em questão.

Poemas & Poesias

31 Maio, 2009 3:40 pm

Desejos de mudança

Nesse momento contenho o grito e o lamento
Abaixo minha cabeça e penso. Que devo fazer?
Hum! Talvez esteja errado em conter o grito,
Em sufocar o lamento e permitir o silêncio.

Olho a minha direita e não vejo o que gosto,
Viro-me à esquerda, aguço os ouvido,
não ouço o que quero, o que devia.
Abro a porta e caminho já meio sem direção,
Volto a colher informações, que buscam me situar,
Quero avaliar, entender, saber o que está acontecendo,
Ou o que vai acontecer, hoje, mais tarde, amanhã.

Tudo é tão vago, tão incerto, até mesmo medíocre.
O que dizem não vale, o que prometem não cumprem,
Lançam mão daquilo que não é seu, e o tornam seu,
Falam de direitos, mais não o coletivo, apenas os próprios.
Juram fidelidade, e as esquece, não é conveniente.

Volto, fecho a porta. Abro a janela, continuo a buscar.
Onde está você esperança, onde posso te achar?
Onde está a alegria de ver um novo dia chegar?
Por onde anda a certeza de que tudo vai melhorar?
Onde fica a saída para que eu possa, voltar a acreditar.

Recolho o silêncio que volta como eco
Busco nele as minhas respostas
Não sei bem como, mas hei de encontrar.
Preciso sair do lamento, recolher os gritos ao vento,
E acreditar que posso mudar, fazer um novo dia raia,
Poder voltar a confiar, a entender e esperar.

Vou continuar a espalhar, minhas palavras e idéia no ar.
Vou continuar a bater, nas teclas até desgastar.
Escrevendo o que penso e o que sinto, verdades eu sei, não minto.
Agora só cabe a você, não só ler e entender.
É hora de todos nos, seguramos forte a corrente,
E para bem longe, toda essa sujeira varrer.
JFarias

Democracia Sim, Anarquia Não

30 Maio, 2009 11:48 am

Assembléia do Paraná tem record de habilitação suspensa

Assembléia Legislativa do Paraná

Na cidade do deputado que matou dois jovens em um assassinato no transito, invés de exceção, é regra deputados terem a carteira de habilitação caçada por excesso de velocidade. São 18 no total. Que tipo de autoridades são essas? Que tipo de parlamentares são esses? É o Brasil ou um país de faz de conta? O fato se repete também no Senado da República, onde os carros oficiais têm números alarmantes de multas de transito, e pior, nesse caso nenhuma das multas foram cobradas pelo órgão de direito. Podemos concluir sem medo de errar que provavelmente seja normal pelo país inteiro esse tipo de transgressão e ilegalidade. Porque será, que por onde se mexe em se tratando de deputados e senadores a coisa sempre fede? A impressão que fica, é que existe sujeira demais e comportamento ético de menos.
Mesmo não querendo generalizar esse comportamento nefasto dos nossos parlamentares, fica difícil, quando se olha figurativamente para os quatro lados e não se enxerga nada de positivo ou esperançoso. É gente demais fazendo coisa de menos, são bilhões investidos e poucos resultados óbitos. Exceto brigas e escândalos principalmente no Senado, a produtividade de nossos eleitos é praticamente nula. Então precisamos pensar e urgente, no que está errado, se são os políticos ou as instituições que os levam a serem eleitos.
Até quando iremos aceitar pacificamente o fato de pertencermos a um país rico, e ver a maioria de sua população viver a beira da miséria? Até quando “na história desse país” compactuaremos com toda essa sorte de roubalheira institucionalizada, onde câmaras, assembléias e senado trabalham unidos em benefício próprio, “se lixando” para aqueles que os elegeram. JFarias

Estamos presos em uma sociedade que cobra, mais não oferece

28 Maio, 2009 6:48 pm

Um eterno círculo vicioso, crescente e  sem volta

globalizacao.jpg

Acredito que em sua maioria, a humanidade segue em frente sem perceber, ou querer admitir o caminho sem volta que está criando para si própria. São tantas as fronteira perigosamente quebradas e abismos já atingidos. Seguimos numa marcha frenética, sem a menor possibilidade de retorno. Talvez, quem sabe, ao seu final possa existir alguma luz no final desse túnel interminável. Embora, por vezes, me veja tomado por um sentimento de absoluta incapacidade, sinto-me na obrigação de dizer alguma coisa que me faça partilhar essa terrível “duvida-verdade” com mais alguém, e que o eco das palavras as reflita de volta.
São tantos os caminhos errados, tomados pela humanidade, pela sociedade. Caminhos que vem não se sabem de onde, e que em sua totalidade levam a lugar nenhum. A busca por um futuro melhor, nos levam a criar outro muito pior, e o que é ainda mais grave, não conseguimos admitir o equivoco. E agindo assim, sem nenhuma lógica racional, afundamos cada vez mais em nossas próprias armadilhas naturais e mentais.
Acreditamos e buscamos fiel e cegamente um progresso, que dia após dia nos escraviza, nos distância mais e mais uns dos outros, criando uma individualidade crescente. Já não existe mais tempo para o básico, para o fundamental, precisamos produzir sempre, cada vez mais, muito além do que outrora era mais que o suficiente.
Não podemos ter folgas, precisamos eliminas urgentemente todos os feriados, acabar com as tradições já que são pura perda de tempo, não é possível usufruir daquilo que produzimos, por total falta de tempo, condições e animo. Família, filhos, amigos, para o progresso capitalista e global tudo é secundário e supérfluo, a não ser, a produtividade e o lucro a todo custo e a qualquer preço.
Fatores sociais fundamentais para a construção sólida da família, ao longo dos anos, foram e são continuamente relegados a plano secundários, sem prioridade alguma. E a conseqüência disso é hoje visível a quem interessa ver, ouvir e sentir.
Criamos uma geração sem valores, sem referências, sem rédeas e princípios, e, a parte dela que não está voltada cegamente para a produção, e a competição  desenfreada, está perdida no mundo das drogas lícitas e ilícitas, agregadas ao crime organizado em suas diversas ramificações “seja colarinho branco ou preto”, perdidas em ambulatórios psiquiatricos de toda sorte, lutando solitariamente em busca de algo que as identifique como parte de um todo, e não apenas como peças descartáveis de um sistema cruel, alienante, caótico, e totalmente fadado ao fracasso.
Por total falta de tempo e prioridades, pais terceirizam a educação de seus filhos, e se julgam isentos de culpas e conseqüências, a final, estão dando a sua fundamental parte de contribuição para o engrandecimento da nação. Só que, essa grande nação não vai perdoar seus filhos “órfãos do acaso”, pelo tempo roubado deles, quando se tornarem vitimas e refém da mesma.
Filhos perdidos, sem a mínima referência materna e paterna (familiar), desprovido de todos e quaisquer valores básicos, são a herança maldita que já nos assola, e, é apenas o que temos para um futuro a médio e longo prazo.
Não existe esperança e nem volta para essa situação de coisas instaladas de forma definitiva em nosso mundo irremediavelmente globalizado e insensível.
São as mulheres que ocupam cada vez mais lugares antes dos homens, e homens que ocupam lugares tradicionalmente de mulheres, tudo em nome de uma evolução de aparente sucesso e harmonia, de uma liberdade incutida em suas mentes por quem “interessar possa”.
Acreditamos real e firmemente que estamos certos, então, para que olhar para traz, para o rastro de destruição que fica, para que rever conseqüências. Tudo é possível, tudo é permitido, e para o que não é, damos um jeitinho, brasileiro ou não.
Frases como: “O que importa é a qualidade e não a quantidade” é responsável pelo abandono sistemático de toda uma geração. E pasmem, até mesmo estudiosos e psicólogos já a usam como auto-justificativas, quando procurados por pessoas tocadas por essa realidade cruel, já em desespero, na busca de um último alento. Isso quando podem ou tem condições.
É triste ver a alienação sistemática a qual todos são submetidos em nome de um progresso daninho, prejudicial em todos os níveis. Progresso esse, que leva a uma disputa injusta, da qual todos pensam está ganhando ou levando vantagens.
Tolos, não percebem que por ele, estão na realidade sendo tragados, deformados, ao ponto do próprio DNA ser alterado, numa mutação lenta e silenciosa ao longo do último século.
Não falo em tom critico ou direcionado, pois não vejo como mudarmos o rumo que as coisas tomaram, mas de alerta, para que possamos todos juntos, tentarmos amenizar os frutos negativos de tudo aquilo que produzimos como benéfico e positivo. O que não o é!
Enquanto festejamos conquistas e avanço pessoais ou da humanidade, não conseguimos ver com clareza, o rastro nefasto deixado por todo esse avanço comemorado. É certo que tudo na vida tem um preço, mais é certo também que existem preços que não podem ser pagos. Seria como comprar hoje um relógio por R$ 100 e vende-lo 24 horas depois por R$ 10. Não se avança andando para trás, na macha-ré, a mente até pode achar que sim, mas na prática o resultado será a falência do empreendedor, no caso a sociedade irremediavelmente globalizada.
Temos o terrível hábito de avaliar o resultado de nossas ações, por um período inferior a uma geração, ou seja, pensamos apenas e exclusivamente em nos mesmo, em nosso curto e exclusivo bem estar. Só que, o resultado do que plantamos na vida, só aparece depois da morte, deixamos então, esses frutos para nossos filhos e netos comerem, num claro e evidente descaso para com os nossos. Agora, admitir isso, nem pensar né?
Exemplificando isso, temos como modelo um belo espécime da família dos Ratitas, o avestruz. É só enfiar a cabeça na relva e esperar a morte chegar para nos livrarmos das culpas que não aceitamos ou admitimos, afinal, o que realmente importa é o hoje, o agora. JFarias

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Igreja Católica novamente no foco “ONGs”

12:19 pm

Fundadora da Pastoral da Criança envolvida em escândalo

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A ONG Gerar, que tem como presidente de honra nada menos que a popular da bondade Zilda Arns, e como comandante da instituição sua filha Heloísa Arns, estão envolvida até os cabelos em um escândalo de milhões. A Justiça acaba de condenar a ONG a devolver dinheiro público usado indevidamente de forma nebulosa. Pesquisando, achei nota referende a essa ONG datada de março de 2008, ou seja, a mais de um ano, que já se dava notícia de uma investigação feita pelo Ministério Público Federal encima dessa instituição.
Agora, o velho e bom questionamento. Porque quanto tempo ainda vão se arrastar os finalmente desse processo? Nesse período todo da investigação, quanto entrou e quanto saiu e verbas dessa ONG, que já sabia que mais cedo ou mais tarde iria cair? Dos milhões desviados, será que alguns centavos serão recuperados? E principalmente, será que alguém, da cúpula dessa ONG, verá o “Sol Nascer Quadrado”? Esse mero e desconhecido blogueiro duvida muito!
Enfim, cabe agora aos órgãos competentes, mostrarem serviço de forma ágil e rápida, e também, uma boa e forte campanha da mídia e da sociedade para que nada disso vire pizza e fique impune, incentivando assim, outras milhares de ONGs fazerem o mesmo. Enquanto na ONGs Gerar, saem recursos pelo ladrão, nos hospitais públicos de todo o país, pacientes são jogados como lixo humano pelos cantos e chão das instituições hospitalares. E a alegação é a falta de recursos. Falta de recursos ou de administração, gestão? “Isso é inadmissível”.
Avante justiça brasileira porque o rastro dessas ONGs fajutas é longo e tortuoso. Só mesmo com muita gana e vontade, será possível por um freio nessa ganância sem limites, por nossos fáceis e solícitos “dinheiro públicos”. JFarias

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Apenas um caso de polícia ou pura incompetência?

26 Maio, 2009 2:46 pm

Donativos doados são vendidos

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Depois da denúncia já comprovada de que os donativos arrecadados para socorrer as vítimas do desastre ambiental de Santa Catarina, no início do ano, estavam sendo vendidos descaradamente por empresários inescrupulosos, ficou claro e evidente a total falta de competência das nossas autoridades em gerir calamidades. Empresários que, ao serem pegos em flagrante delito, alegaram que a quantidade de donativos era grande demais, por isso ele se julgou no direito de pegar milhares de peças e montar um bazar para desovar o excesso.
Ora. Enquanto isso, centenas de pessoas desabrigadas em Manaus pelo mesmo motivo, sofrem por falta daquilo que é vendido como excesso no sul. Por onde andam os gestores, coordenadores e responsáveis por esses materiais, que não transferem o excesso para o Norte onde estão precisando dele? Se qualquer leigo consegue ver essa terrível incoerência, porque então os órgãos especializados no assunto não conseguem ver e agir? Seria por incompetência ou por mera conivência? JFarias

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Estado ineficiente bate em população carente

25 Maio, 2009 5:18 pm

O perigo de usar a democracia, na buscar seus direitos

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A ineficiência do Estado em cumprir suas obrigações constitucionais tem feito com que o cidadão, sempre lesado, tome medidas para chamar a atenção para o seu estado de direito violado, que só lembrado em períodos eleitorais. Foi isso que levou populares do município de Teresópolis de Goiás, a manifestarem as suas indignações e o descumprimento de seu direito básico a vida. Com acidentes e mortes diárias no cruzamento de uma rodovia que corta a cidade, a população desesperada bloqueou a avenida em sinal de protesto às autoridades competentes, que há muito tempo não exercem suas competências. Após mais uma morte, a população revoltada apanhou da polícia, que também na incompetência de suas reais funções, bate e agride a quem deveria defender.
Realmente está tudo errado. Uma democracia que não se cumpre para quem a defende e dela depende. O que podemos esperar de um Estado que não cumpre as suas funções, e ainda bate em quem protesta pela exaustiva falta da sua presença? JFarias

Democracia conveniente

24 Maio, 2009 4:21 pm

Um país refém da busca por seus ideais

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No Brasil, o termo democracia é muito usado para se ter garantido o direito de roubar, trambicar, enganar, corromper e outras mazelas dadas a toda sorte de “contravenções legalizadas”. Até hoje não consegui observar em que a democracia ajudou a população no que se refere à saúde, educação e segurança, os três pilares básicos de uma real democracia. Essa palavrinha supostamente mágica é empregada para enganar e aliciar toda uma população refém da desinformação. A democracia é alardeada ao povo como um direito sagrado de esbravejar, só que esqueceram de dar a esse povo democrático eficiente e representativo órgão de comunicação, para que o seu esbravejar fosse escutado por quem de direito.
Enquanto o povo esbraveja em uma emissora clandestina de uma comunidade perdida em alguma periferia: a classe dominante, a quem a democracia agracia abundantemente, está incutindo seu hipnótico discurso, através das emissoras “classe A”, em horários nobres. Pobre povo democrático, que briga por ela sem saber que é madrasta, essa tal democracia que a uns alivia, e a outros, judia. Infelizmente democracia no Brasil é sinônimo de manipulação de massas. Briga pelo poder, enriquecimento ilícito, corrupção e principalmente impunidade. JFarias

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2 pesos e 2 medidas

23 Maio, 2009 4:03 pm

Porque a Igreja Católica está sempre acima da lei?

papa2.jpg

Duas mil crianças foram molestadas em um período de 60 anos por instituições católicas na Irlanda. O escândalo estourou, e a igreja, ainda toda poderosa em pleno século XXI, entra na justiça pedindo que sejam protegidas as identidades dos facínoras, para evitar que sejam conhecidos e punidos. E, por incrível que pareça, conseguem a liminar da impunidade. Depois ela vem a público e pede humildemente desculpas e se lamenta pelos acontecimentos. Com tamanhas evidencias ficam alguns questionamentos no ar.
Que instituição macabra é essa? Que poderes ocultos a protege? Seriam propinas ou chantagens? Ou as duas juntas? E a população, ofendida e molestada, se calará?
O que faz uma igreja historicamente violenta, corrompida, extremamente apegada ao poder e as riquezas, continuar convencendo as pessoas que existe alguma coisa de boa por traz de tanta maldade, descontrole, loucura e desapego pela vida humana? Que Deus é esse pregado por ela, a qual diz o que deve ser feito, porém não consegue seguir suas próprias pregações? E pior. Que justiça é essa que, apesar de todas as evidências, cala-se, omite-se, permitindo que essas pessoas macabras travestidas de religiosas continuem por mais sabe-se lá quanto tempo fazendo tais atrocidades com crianças inocentes e indefesas, cujo o único crime foi acreditar que estavam protegidas, por se tratar de instituições religiosas até então de total e completa credibilidade? Até quando a humanidade vai conviver passivamente com tamanha conivência, com fatos como esse, apenas se lamentando e calando? Onde estão os organismos dos direitos humanos que até agora não se pronunciaram sobre esse horrendo e monstruoso caso? Porque, quando se trata da Igreja Católica, tudo é permitido, tudo é aceito, tudo se torna comum e cai no vazio, no esquecimento.
Precisamos ter em mente que o nosso silêncio, a nossa cumplicidade, mesmo que involuntária, poderá trazer para bem perto o próximo escândalo, a próxima vítima. Sendo assim, não seria melhor prevenir, do que depois ter que remediar? JFarias

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