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Poemas & Poesias

31 Maio, 2009 3:40 pm

Desejos de mudança

Nesse momento contenho o grito e o lamento
Abaixo minha cabeça e penso. Que devo fazer?
Hum! Talvez esteja errado em conter o grito,
Em sufocar o lamento e permitir o silêncio.

Olho a minha direita e não vejo o que gosto,
Viro-me à esquerda, aguço os ouvido,
não ouço o que quero, o que devia.
Abro a porta e caminho já meio sem direção,
Volto a colher informações, que buscam me situar,
Quero avaliar, entender, saber o que está acontecendo,
Ou o que vai acontecer, hoje, mais tarde, amanhã.

Tudo é tão vago, tão incerto, até mesmo medíocre.
O que dizem não vale, o que prometem não cumprem,
Lançam mão daquilo que não é seu, e o tornam seu,
Falam de direitos, mais não o coletivo, apenas os próprios.
Juram fidelidade, e as esquece, não é conveniente.

Volto, fecho a porta. Abro a janela, continuo a buscar.
Onde está você esperança, onde posso te achar?
Onde está a alegria de ver um novo dia chegar?
Por onde anda a certeza de que tudo vai melhorar?
Onde fica a saída para que eu possa, voltar a acreditar.

Recolho o silêncio que volta como eco
Busco nele as minhas respostas
Não sei bem como, mas hei de encontrar.
Preciso sair do lamento, recolher os gritos ao vento,
E acreditar que posso mudar, fazer um novo dia raia,
Poder voltar a confiar, a entender e esperar.

Vou continuar a espalhar, minhas palavras e idéia no ar.
Vou continuar a bater, nas teclas até desgastar.
Escrevendo o que penso e o que sinto, verdades eu sei, não minto.
Agora só cabe a você, não só ler e entender.
É hora de todos nos, seguramos forte a corrente,
E para bem longe, toda essa sujeira varrer.
JFarias

Sábados…

12 Agosto, 2008 10:49 pm

De todos vividos, esse está sendo o melhor.
Pela luz do sol que sem respeitar frestas ou barreiras,
penetra e ilumina a mais profunda escuridão.
Pela luz da Lua que mesmo durante o dia,
majestosa ali permanece a dar seus toques sensuais.
Pela força da vida que se demonstra nas flores,
que daqui vejo margear-se ao meu redor.
Pela força do amor que mesmo inerte,
teima em embalar o coração impulsionando-o a novas experiências.
Pela grandeza da própria vida,
que em sua natureza mais essencial pujante e vibrante
e sem se deter diante de nada ou dificuldade alguma nos move sempre em frente.
Por tudo isso e algo mágico a mais, sou louco,
e é essa loucura que me move e me faz gritar.
Te Amo Vida, Te Amo dia, noite, sol, lua, frestas, obstáculos.
Te Amo, pois sinto a vida,
e é a vida que me move a viver-la em todas as suas adversidade.
Te Amo Vida, pois descobri que é te amando que sobrevivo!    “JoãoFarias”

Obs: Escrito em 26-06-2005

Sem Pudor

6 Agosto, 2008 10:26 pm

“Sabe, não sei se tenho o direito de por vezes extrapolar, afinal parece que perdemos aquele encanto de intimidade que tínhamos e desfrutávamos, mas por vezes também é inevitável visto que o sonho no sono é mero descontrole sem rédeas. Por outro lado que posso fazer se sou como sou, e o que sou é o que você conhece talvez não tão bem ou com a profusão que poderia né.
Dai o perdão antecipado pelo crime continuado de estar sempre ai ao seu lado e cometendo pecados às vezes condenados, às vezes exaltados. É o preço… e também a glória de se seu eterno fã”.

Sem Pudor

Noite insônia, de calor à flor da pele, o sono não vem,
vagueia o pensamento, em momentos de tempos atrás,
saudades outrora de nunca mais.

Chega-se o sono, apaga-se a razão, adormece o corpo.

O inconsciente entra em cena, sem limites,
sem preconceitos; sem noção de céu ou inferno.
Cria estórias próprias, sem pudor, sem juízo,
realiza coisas impossíveis.

Tece fantasias, até os piores pesadelos.

Nessa noite sem motivos, um sonho espetacular.
Acordei suado, latejante, sem pecados.
De repente abrem-se as cortinas, o inconsciente comanda o enredo.
Vestida em bege, você chegou atraente, sedutora;
com um sorriso nos lábios. Iluminou-se o ambiente.

Sem palavras, contemplo-te, encantas. Estamos sós,
não existe mundo lá fora, somente a vida em cada instante,
esta vida criada a base de tantos paradigmas.

Te amo, uma energia nos contagia, nossos corpos se tocam,
se acariciam, preparam-se para o êxtase.
Em bocas sedentas depositam-se beijos.
As roupas se vão, milímetro por milímetro, enlouquecemos.
É fogo que incendeia, sem resistir sacio
tua boca sedenta, que me acaricia.

Seguindo as curvas de teu corpo, saboreei teus seios, teu ventre,
perdi no paraíso, fenda dos deuses.
Você contrai de tanto de prazer;
língua malvada, delinqüente, saciei-lhe a fome, a sede.
Por segundos é fogo contido.

Com desejos a flor da pele, anseia-me dentro de ti, além de tua boca.

Corpos possuídos contorcem-se, pela frente e por trás,
em movimentos intensos, explodimos em êxtase,
jorrei em suas entranhas.

É mágico, inesquecível, o Criador sabe o que é bom.
Noite insônia, o sono, a recompensa, o prazer contigo, incontido!

Acordei. Cadê você?
Era um sonho…!

………………………………………………………………(João Farias em 20/01/2005)

Meu Silêncio

29 Junho, 2008 4:47 am


Meu Silêncio
Tenho dentro de mim,
Uma vida presa, travada, engasgada
Nó que não desata,
Palavra que não expressa
Choro que não comunica,
Vida pela metade.

Tenho dentro de mim,
Sentimentos que se batem
Vontades que se perdem,
Desejos esquecidos, perdidos
Sombras que me lembram outrora.

Permanece em mim
Um choro sem soluços ou lágrimas
Palavras jamais pronunciadas,
Encontros que não se encontram
Toques que não se tocam.

Noites que avançam e se agigantam,
Deixando rastros de solidão que envolve,
Oprime, provocando desatinos
Escuro que não esconde
E tão pouco esclarece, tonteia.

O socorro não vem
O grito não sai
O desejo se perde
Dia que não escurece
Noite que não clareia
Só o vazio serpenteia
Dilacera, permanece.

Que me resta fazer
Se apenas quero calar
Não dialogar, nem mostrar
Meus medos incontidos
E os diversos sonhos perdidos
De uma vida sem encontros
Vivida aos trancos e em prantos.

Multidão que passa solidão que fica
Machucando a alma em vida
Qual morte se espreita em sombras
Marcando presença sem esta
Deixando marcas sem marcar
Ferindo a alma sutilmente.

Sim, vou soltar um grito
Vou fechar a porta, a janela
Vou trancar o peito, o ar
Vou apenas parar
Os olhos fechar
E ouvir o grito soar.

JoãoFarias

As doces travessuras de uma vida.

17 Março, 2008 7:06 am

As doces travessuras de uma vida.

Especialmente escrito e dedicado a uma colega de trabalho pela passagem do seu aniversário de 19 anos, comemorados em 15 de março de 2008. Feliz Aniversário moça, que a vida lhe sorria com o mesmo sorriso com o qual você a desfruta.

Dia da Mulher

9 Março, 2008 3:47 am

Poema para o Dia da Mulher

Click aqui para ver o Poema Completo

Para você mulher…

Na qual para mim, em qual for a faze, és muito especial!

Seja… Mãe, Filha, Amiga, Namorada, Esposa ou Amante.

MOMENTOS MEUS

14 Janeiro, 2008 12:20 pm

UM PEDIDO NÃO PROFERIDO

6:59 am

Coração grita a dor que o impele, e por vezes chega às lágrimas,
Que lava a angustia latente, fruto do veneno humano.
O mesmo que vê e não reage, aquele que passa sem importar.

Em mim reside o silêncio das amarguras contidas,
Das esquinas não viradas, as ansiedades não choradas.
Coração banido, sufocado, perdido na eterna busca,

Vontades que invadem, e se perdem em labirintos.
Desejos nunca saciados, nem mesmo experimentados,
Viram pedras, que machucam, ralam, comprimem.

Perdas dos horizontes, das metas, dos focos,
Estragos marcados na pele, impressos na mente.
Ausência de presença, de sonhos, futuro.

Por onde andas que não deixas ao menos a lembrança,
Aquele olhar cujo brilho clareia o tão opaco presente.
Você que por mim passou de alguma forma em algum momento,

O que ficou em ti, além das criticas e julgamentos,
Além da certeza de estar certa, e da prática do esqueci.

Meu choro não é para ti, nem mesmo para mim,
Ele advém das práticas não praticadas,
Das vontades rejeitadas e contidas em pequenos prantos.
Das vontades sempre presas, retidas em seu desabrochar,

O que faço com tanto em mim, se não te tocas, não olhas.
Ah! Esses impulsos retidos a boca, não chegando a concretizar.
Preciso suportar a falta de você que me faria sorrir, cantar.

Preciso continuar praticando o silêncio em sua memória.
Você que sempre vem em um copo de vinho suave,
E nele se afoga e vai sem nunca chegar de fato.

Busco palavras que não existem.
Palavras que parecem sempre sem sentido.
Vazio amargo que apenas vem à garganta,
Não se envolve em salivas, nem caricias ou gestos pequenos.

Como vencer essa envolvente névoa congelada e cortante,
Se também sou coração, alma vibrante, com muita sede.
Se em mim repousa suas desculpas e desmotivações.

Não me faça culpado de suas culpas, pois já tenho as minhas.
Tiras de mim os venenos que são seus, pois a dose única que tenho me basta,
Não me faça continuar usando-o, e morrendo pouco a pouco quando lembro.

Sou apenas retalhos, jamais emendados, nunca formando um.
Sou pedaços de vocês, que passaram, marcaram, se foram.
Sou o que sou a espera de ser aquilo que nunca fui.
Mas serei… Pois continuo a te buscar, nas esquinas, na vida, em um olhar!
“Autor: João_Farias”

Letargia

23 Julho, 2007 1:26 pm


Sono restaurador
Meu descanso, seu encanto!

Teço lençóis
De lágrimas de alegria
De intensos olhares
De fortes tocares
De mãos que apertam
De peitos que despertam
Da letargia

Teço lençóis
Com cores e sabores
Com padrões do mundo
Com sentimento profundo
São sonhos reais
Que percorrem a pele
Em impulsos fatais

Teço lençóis
De salivas e beijos
De amplos desejos
De partilhas de amor
Do seu fervor
De afagos da alma
E de toda a calma

Teço lençóis
De gotas de suor
De gritos oprimidos
De orgasmos sentidos
Hiberno o corpo
No teu abraço
E alivio o cansaço

Teço lençóis
Com que cubro teu corpo
Vibrante folia
Incessante fervor
E volto à letargia
Depois de fazer amor
… Um dia

AutorDesconhecido

L U Z

18 Julho, 2007 12:40 am

Luz que brilha e reluz
Que sustenta e conduz
Fascina, envolve, nós.

Glória em momentos fugaz
Furtivos instantes em total loucura
Luz que chega, afugenta tristezas
Trazendo clareza, beleza, pra nós.

Vida em relâmpago, fagulhas de amor
Sem dor, aflição, agonia, só alegria
Você mulher verdadeira, inteira, plena.

Luz em intenso fulgor, já desnuda
Com suas verdades expostas, desvendadas
Vibrantes, oscilantes, inteiramente presente
Detalhes em curvas, sutileza sem penumbra.

Quais desejos intensos, inteiros, nos movem
Nos a próxima, unem, mentem ligados
Luz de brilho emblemático, místico, profundo
Mostrando o que existe por traz do que somos.

Mergulho em ti mergulha em mim
Fusão pela luz, que reluz, conduz. Une! JoãoFaria

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