Archive for Março, 2007

Parabéns Milla… Hoje é o seu Aniversário!

29 Março, 2007 10:15 am

Milla… Hoje é 29 de março de 2007

Seu Aniversário!

Linda e Especial

Bem sei que… Palavras, não passam de palavras. E são apenas meras palavras, que geralmente se apagam com o tempo, mesmo que não tenha vento… Mas mesmo assim, só tenho elas no momento, mesmo que fracas. Para te falar do imenso carinho e amor que sinto por você. Claro que a minha maneira, do meu jeito às vezes meio torto… Mas é assim que eu sou, ou no mínimo como eu estou.

Aqui não vai, lamento, tristeza, nem pedido de desculpa de espécie nenhuma. Apenas uma forma singela de dizer que: Eu te amo muito. Que sempre irei amar. Que sinto muitas saudades. Do pouco que vivemos. Do muito que não tivemos. E por tudo que somos. E por tudo que ainda seremos.

Quero dizer-te parabéns! Feliz aniversário! Que a sua vida, seus passos, o destino que você traçou, lhe seja extremamente frutífero. Um beijo, três beijos, uma dizia, todos que você merecer. E lembre-se sempre… Distância sim, silêncio sim, as vezes até mesmo um vazio. Mas que eles nunca sejam jamais sintomas ou prova de falta de amor, Carinho, admiração ou coisa parecida.

Que essa data possa repetir-se indefinidamente, E que, cada ano que fique para traz deixe em você apenas as boas marcas das experiências adquiridas, e o sabor dos frutos colhidos.

Mais uma vez Feliz Aniversário e que Deus a abençoe hoje e sempre.
Do seu pai que muito lhe ama.

 

Agora vou reproduzir aqui, uma copia do meu depoimento a você na sua pagina ORKUT.

“Falar algo sobre a Milla, é difícil e ao mesmo tempo fácil. Difícil falar como pai sem se deixar levar pela curugice e a admiração paterna, e fácil por ser ela uma pessoa admirável, persistente, que persegue seus objetivos e suas metas com garra e sagacidade, uma pessoa que soube dribla as rasteiras da vida e buscar seu espaço com dignidade e sabedoria. Sabemos que perfeição não existe, por isso, falhas são coisas facilmente superadas por boas qualidades, em minha opinião uma das grandes qualidades de uma mulher é saber cuidar bem da sua cria, e nesse departamento parece que essa garota esta dando um show. E isso ai Menina, Moça, Mulher, Filha e Mãe você esta na sua plenitude, abrace a felicidade e faça dela uma constante em sua vida. Te amo!!!”

Naquele Sorriso

18 Março, 2007 11:52 am

Já não sei o que tanto olho
Nos olhos, através, nesse brilho
Cheios de vida, de luz, a irradiar
Surpreendo-me no piscar, luzes a passar
Parados, fixos, eles insistem a fitar

Fico de um jeito
Busco disfarçar, fugir do olhar
Estou preso no sorriso
Não consigo libertar, desviar
Imagem, magia, vontades de amar

Volto a encarar, seus olhos, sorriso
Alegria, momentos que passam em segundos
Encontros, olhares, sorrisos, desejos
Tantos tons e sons a passar
Perco-me, encontro-me, nesse sorriso

Vejo-me em paz, leve, embebecido.
Volto a criança, apenas inocência
Sem os medos e os temores
Sem toda sorte de pudores
Apenas contemplando aquele olhar

Volto-me aos olhos, e as suas formas
Formas de comunicar, de falar, expressar
Porque resistir, segurar, buscar agarrar-se
Estou pleno, inteiro, completamente
Irremediavelmente perdido naquele sorriso.

Um sorriso de toda sorte
Que espanta tanto dor, quanto a morte
Que vem de longe, nem do sul, nem norte
Que envolve a gente na esperança como criança
Fazendo de tudo um único momento de encontro.
Naquele sorriso pequeno, a simples esperança de amar. JoãoFaria

Será que você se importa?

17 Março, 2007 8:19 am

Mobilização Social

Antonio Lino

Em meados dos anos 70, dois caciques da nação xavante vieram visitar a cidade de São Paulo. Levados para passear, os índios andaram de metrô, caminharam pela Avenida Paulista, foram ao shopping center e conheceram o mercado municipal, abrigado num prédio histórico no centro da capital paulista.

Os caciques, que mediam a riqueza pela quantidade de alimento disponível para a tribo, e não pela quantidade de dinheiro, ficaram boquiabertos com as pilhas e pilhas de frutas, legumes, cereais e verduras.

Começaram a andar por entre as pilhas e caixas até que um deles parou diante de um menino de uns 10 anos de idade que catava do chão verduras e frutas amassadas, estragadas e sujas, e as colocava num saquinho plástico.

O diálogo que se segue, entre o índio e as pessoas que o acompanhavam, é relatado pelo filósofo e educador Mário Sérgio Cortella:

O que ele está fazendo?, perguntou o cacique.

A resposta foi a “óbvia”: Ele está pegando comida. O cacique ficou meio pensativo e voltou a perguntar: Não entendi. Por que o menino está pegando aquela comida podre se tem tanta coisa boa nas pilhas e caixas? Outra resposta evidente: Porque para pegar nas pilhas precisa ter dinheiro. Insiste o xavante: E por que ele não tem dinheiro? Réplica enfadonha do civilizado: Porque ele é criança! Torna o índio: E o pai dele? Tem dinheiro? Outra obviedade: Não; não tem. Questão final: Então, não entendi de novo. Por que você que é grande tem dinheiro e o pai do menino, que também é, não tem? A única saída possível foi responder: Porque aqui é assim!

O relato, como adverte o próprio Cortella, não tem pretensões moralistas e nem é sua intenção exaltar um modelo indígena de existência. Na verdade, ele serve para ilustrar e ressaltar um aspecto muito perverso, e ainda muito atual, da cultura do nosso país.

O Brasil sempre esteve entre as 10 maiores economias do planeta. Ao mesmo tempo, mais de 50 milhões de brasileiros vivem hoje abaixo da linha da pobreza, com acesso precário ao mínimo necessário para a sua sobrevivência. Ou seja, o “bolo” cresceu, mas não foi repartido igualmente entre todos.

Acontece que tão ou mais sério do que as conseqüências dessa desigualdade é o jeito como os brasileiros as encaram. Muitas vezes graves problemas sociais passam desapercebidos ou são tratados como fatos irremediáveis, impasses cuja solução virá do céu ou simplesmente não virá.

Em outras palavras, a iniciativa dos brasileiros parece estar adormecida. Muita gente está de braços cruzados, debruçada na janela vendo a história passar. E quando passam os problemas graves diante dos seus olhos, essas pessoas acham tudo normal, como se não tivesse outro jeito e como se não pudéssemos fazer nada para melhorar a situação.

Uma pesquisa da ONG Ação Educativa comprova a gravidade da situação: cerca de 85% dos brasileiros não exercem nenhum tipo de participação direta além do voto.

Além de não participar, um recente estudo do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mostra que os brasileiros confiam pouco na democracia: entre 18 países pesquisados, o Brasil ficou em 15º lugar no nível da adesão de sua população aos princípios democráticos. Nesse estudo, 54,7% dos entrevistados apoiaria um governo autoritário se ele resolvesse problemas econômicos.

A raiz dessa passividade está no processo de formação do país. Se formos estudar nossa história, como fez o Profº. Antonio Carlos Gomes da Costa, provavelmente chegaremos à mesma conclusão que ele: ainda que tenham acontecido diversos e significativos movimentos de contestação e levantes populares nesses últimos 500 anos, os rumos do Brasil, em geral, sempre foram ditados “de fora para dentro e de cima para baixo”.

Como ensina o Professor, a primeira universidade brasileira foi criada em 1922, pra receber o Rei da Bélgica e dar a ele um título de Doutor Honoris Causa. As primeiras gráficas do país só surgiram quando o Rei de Portugal veio até aqui.

Enfim, poderíamos apelar para vários episódios históricos como forma de ilustrar esse processo em que o povo brasileiro foi se acostumando à inércia de esperar tudo de cima.

A boa notícia é que essa história está mudando. Leia o texto completo.

Obs.: Matéria transcrita na integra.

Dia Mundial do Consumidor

15 Março, 2007 8:02 am

Diploma de Consumidor
Corra atrás do seu, mas depois não se queixe!

O Dia Mundial do Consumidor.

JoãoFarias

O que será que temos para comemorar hoje, se é que temos mesmo alguma coisa a ser comemorada. Ao pararmos para analisar mais detidamente, haveremos de perceber que estamos em um circulo vicioso no qual apenas consumimos por consumir compulsivamente.

Estamos a mercê da mídia que nos move como marionetes de um produto para outro, apenas trocando o que ainda esta novo, quase sem uso, apenas porque é moda fazê-lo. Compramos e compramos de tal forma, que na maioria das vezes nem mesmo temos tempo para aproveitar o suficiente àquilo que adquirimos, e na seqüência já o trocamos por outro, seguindo sempre um modismo que somente nos leva ao “adquirir por adquirir” apenas porque a maioria o faz, assim também o fazemos.

Esse consumismo exacerbado apenas nos prejudica, seja emocionalmente, financeiramente ou em ambos os casos. Ficamos escravos, e porque não dizer viciados, tal qual o alcoólatra, o fumante, o drogado. Podemos ate negar, não admitir, mas isso não exclui o fato, e ele é real, palpável, e já clama por grupos de apoio especializados em pessoas vitimas de si mesmas, de uma sociedade alienada e alienante.

O Dia do Consumidor que hora comemora-se poderia ser o marco de uma bandeira em prol do contrário, o não consumismo. Vamos desacelerar, parar de adquirir sem saber na realidade como e de que forma usar sem banalizar. A troca pela troca não se justifica, apenas esconde, dissimula pequenos ou grandes problemas, geralmente de origem psíquicas, que imperceptivelmente nos fazem trilhar por caminhos orvalhados de lagrimas, angustias, ansiedades e total descontrole.

Compramos para aliviar tensões, vamos as compras para passar o tempo, para tentarmos superar desencontros e desencantos, porque é aniversario, da mãe, do pai, do irmão, da tia, do filho, do afilhado, da amiga, do amante, casamento de alguém, natal, ano novo, data disso ou data daquilo, e se não tem um motivo, criamos, inventamos, pois o importante é dar vazão a essa necessidade absurda de consumir.

Vamos comemorar o que… Vamos antes refletir, e tentar descobrir na verdade, os porquês de cada compra nossa daqui para frente.

Dia Nacional da Poesia

14 Março, 2007 2:09 pm

Dia Nacional da Poesia

12:54 pm

As palavras… Nem sempre elas dizem tudo, nem sempre elas dizem o que parecem estar dizendo. Palavras… Fazem apaixonar, fazem chorar, fazem sorrir, as vezes nem precisa.

Palavras para que

Dia Nacional da Poesia

12:26 pm

Angustias… Sensações de expectativas, agonias, de esperas, do que virar, do que nos afligi. Amarguras que nem sempre se concretizam, e por vezes ate mesmo nos fazem felizes, quando nem mais acreditamos.

Minhas Angustias

O Desejo de Realizar

9 Março, 2007 3:19 am


Uma busca nas sombras

Fotografia de: “José Oiticica Filho” (1906-1964)

Em determinados momentos, é tão difícil transcrever idéias, desejos, vontades.

Até mesmo senti-las, não é simples como possa parecer.

Palavras ate são fáceis de serem articuladas, mas seu conteúdo, esse sim essencial, nem sempre condiz, ou diz o fundamental, o que realmente trazemos no mais profundo de nos.

Sinto-me por vezes completamente travado, desarticulado, são muitas as idéias, os pensamentos, mas expô-los de forma objetiva, com a finalidade especifica de atingir um determinado objetivo, é uma outra história.

A mente vagueia, projeta-se em direção ao nada e dali constrói castelos, sonhos, idealizações, todo um universo só dela “a mente”, nos privando do concreto, do objetivo, do palpável.

O toque se torna virtual, as sensações embora intensas, são abstratas, e a frustração e o que se segue.

Quais as verdades que me atem, porque tais desejos não me arrebatam do inconsciente ao consciente, porque tamanhas vontades não bastam para se concretizar?

Tenho loucuras e ansias ao anoitecer, as quais aprofundo-me com o adentrar das horas, porém basta amanhecer e logo me vejo desnudo das mais simples vontades, a lucidez invade a loucura, e a objetividade expurga as ansias, e assim passo o dia a lamentar o quanto poderia ter sido feito e não foi, todo o rico tempo perdido em reticências, indecisões e protelações.

Porque será que essa inconstância teima em atravessar os anos ao meu lado, companheira inseparável dos momentos mais conflitantes, podando-me e tornando o que seria tão simples, tão complexo quanto o universo.

Como fazer para trazer o ser da noite, para o dia, e assim tornar realidade todas as delicias sonhadas e imaginadas?

JoãoFarias

Dia Internacional da Mulher

8 Março, 2007 7:15 pm

Um jeito estúpido, de um país amar seus filhos.

Priscila Aprígio da Silva, pequena e inocente criança, já com jeito de mocinha em seus 13 anos de idade. Alegre, extrovertida, zoadeira, sempre a primeira nas estripulias, e agora apenas mais uma nas cruéis estatísticas de vitimas inocentes nas mãos de inconseqüentes policias e bandidos.

Pelo amor das “geleiras da antártica”, não interessa saber de quem foi o tiro que alvejou a inocente, se da polícia ou dos bandidos, o fato é que; diariamente isso tornou-se notícia fixa em todos jornais e tele-jornais do país “vitima de bala perdida…”. Será que esse é o preço a pagar, para que a polícia faça o seu serviço?

Se a polícia sabe de ante mão, que ao invadir um morro, uma favela, um antro qualquer de marginais, possivelmente terá uma vitima fatal ou quase, então porque o faz? Porque não busca através de inteligência, formas menos fatais e desumanas de fazer a sua parte, de compre o seu dever, que o de proteger e não o contrário, eliminá-lo.

Ate quando, choros de mães e familiares iram ecoar sem eco, vagar sem destino? Ate quando vitimas geralmente crianças, iram dar suas vidas e fazer com que emissoras de Tv’s batam record de audiência, e jornais recordes de vendas com seus gigantesticos destaques momentâneo, retratando sua vãs comoções e pronto? Ate quando ficaremos apenas nas lamurias e lamentações em nossos grupos sociais e bares em fins de tardes? Ate quando vamos nos indignar por 5 minutos, chorar às vezes por 2 e esquecer como sempre e apenas 1 minuto? Ate quando vamos ficar trocando as discussões serias, tardias e inevitáveis por outras que apenas nos alienam, nos faz parecer que nada temos com isso tudo que esta acontecendo a nossa volta, ao nosso lado, e a qualquer momento conosco? Ate quando vamos olhar apenas para os nossos próprios umbigos mal curtidos, em detrimento de toda sorte de mazelas, descasos, irresponsabilidades e falta de total compromisso com as leis e a constituição? Ate quando fingiremos nos preocuparmos com todas as Priscilas que ainda iram ser sacrificadas, em nome da lei e da ordem em nosso país, em nossa cidade, em nosso bairro, na nossa rua? Ate quando iremos conseguir dormir tranqüilamente a noite, o sono dos justos, sabendo que naquele exato segundo mais uma Priscila, pode esta dando a sua vida em vão, para nada, em beneficio algum, se é que em algum lugar, perdas de vidas justificam alguma coisa.

Quem de nos ainda comenta, fala ou escreve sobre o menino João, sacrificado no Rio de Janeiro dias atrás, e como ele, centenas de casos semelhantes acontecidos, semana passada, mês passado, ano passado. Quem mais toca no assunto a não ser seus familiares mais próximos que eternamente choraram suas perdas inúteis, já que nem mesmo para levantar bandeiras suas mortes estão mais servindo.

No Congresso Nacional como sempre tardiamente, estão tomando algumas medidas, que mesmo a longo prazo nada ou quase nada mudará de concreto, pois a nossa triste realidade, necessita de medidas muito mais consistentes, profundas e realmente estruturantes. Se procurarmos acompanha mais de perto as ações de nossos políticos, de certo observaremos que nos setores onde realmente medidas eficazes produziriam efeitos positivos, nada acontecerá, como:

Na educação: Medidas estruturais em nosso sistema educacional como um todo, não apenas no âmbito restrito das salas de aula.
Na saúde: Atitudes concretas na prevenção, e na assistência objetiva as camadas hoje sem o menor atendimento, que são a maioria.
Na segurança: Principalmente buscando com a seriedade que a situação exige, limpar os quadros da policia dos corruptos, bem como de todo o campo jurídico de “A” a “Z”.

Nada de medidas apenas paliativa, medidas que visam apenas dar uma resposta imediata ao clamor momentâneo da sociedade, a qual passados os primeiro 30 ou 60 dias, caem no esquecimento, só voltando a toma quando um novo caso “sensacional” acontecer, ai, e novamente, a sociedade consumista, alienada, humbiguista, exclusivista, levanta-se e cobrar.

De nada adianta fazer novas leis, mudar e alterar as velhas, se as mesmas não tem o menor valor frente ao poder econômico, que na realidade é o que manda, o que prevalece sobre tudo e todos.

JoãoFarias

Poema a Priscila

 

    Link’s de Referências:

  • Adolescente baleada em roubo deixa UTI sem mover as pernas. “Leia mais
  • Família de menina baleada em área nobre de SP tem esperança de cura “Leia mais
  • Priscila Aprígio: outra vitima da violência “Leia mais
  • Após ser baleada, menina de 13 anos telefonou para a mãe. Tia conta que jovem foi atingida após ir ao dentista na Avenida Ibirapuera. Ferida, ela pediu aos policiais que não a deixassem morrer. “Leia matéria na integra
  • Menina baleada em assalto ao Itaú da Ibirapuera pode ficar paraplégica “Leia mais

Segurança

3 Março, 2007 10:45 am

Incoerências… Incoerências mil “100”

Menores Infratores
Revolta na Febem de Vila Maria/SP

Nada é demasiado tardio, desde que venha. Pensando assim resolvi expor como eu vejo, e o que eu penso sobre toda essa polêmica sobre o caso “João Hélio, 6 anos” acontecido dias atrás no Rio de Janeiro.

É compreensiva toda a comoção nacional em torno do caso, afinal foi realmente algo fora dos padrões de ação dos bandidos, mas afinal… Bandido tem padrão?

Disparou-se a falar em menor idade penal como se isso resolvesse toda a problemática que envolve a questão da segurança pública em nosso país. Muito ao contrário, e bem longe disso, menor idade penal, apenas colocará mais menores em escolas especializadas na formar da bandidagem.

Essa semana compreendida entre os dias 26 de fevereiro e 03 de março de 2007, assistido um programa jornalisto na TV, vi uma matéria que falava da super lotação, dos maus tratos, e da violência imposta aos menores infratores em suas casas de detenção. Matéria tão chocante quanto o fato acontecido com o garoto “João”, porque nesse caso são centenas e milhares de menores empilhados tal qual mercadoria em suas prateleiras.

Que eles são infratores, isso não se questiona, que devam pagar por suas atitudes anti-sociais, também não se discute, no entanto a mesma sociedade que clama pela menor idade penal, não se preocupa nem se manifesta frente a essa realidade brutal a qual são submetidos todos aqueles menores que por uma razão ou outra acabaram por depender dessa instituição para sua recuperação.

É muito fácil excluir, o difícil e incluir, e nisso parece que ninguém esta pensando, ou preocupado. É extremamente fácil e corriqueiro condenarmos os efeitos, porém as causas, essa provocada e de responsabilidade de todos, ninguém quer si quer debater.

Ontem, assistido a uma entrevista no programa Jornal Argumento, com o Major Wellington de Urzêda Mota. da ROTAM de Goiânia, capital de Goiás “veja o vídeo”, ele falava que o estado deveria responsabilizar-se apenas pelas três áreas mais criticas e fundamentais, a educação,a segurança e a saúde, todo o resto deveria ser transferido para iniciativa privada, pois ai sim, sobraria recursos e tempo, para serem investidos onde realmente precisa e é fundamenta para mudar todo esse quadro brutal e já insuportável de violência no país.

Hoje não se prioriza nada, e em contra partida se cobra tudo. Cobra-se uma sociedade perfeita, mas não é dada a essa mesma sociedade, as condições mínimas, para que a mesma possa superar ou ao menos enfrentar de igual para igual todas as sua adversidades. Hipócritas e demagogos que somos, estamos pagando pela nossa própria incompetência em administra o caos que criamos.

Menores Infratores
Revolta na Febem do Tatuapé/SP

Enquanto não nos conscientizamos de que a educação é a única forma de resolvermos toda essa conjuntura, enquanto não for investido todo o necessário na formação do indivíduo, estaremos fadado a ver, e a sentir na pele do o resultado de décadas e séculos de ignorância, ganância e descaso para com os nossos meninos e jovens.

O estado é culpado e incompetente, mas a sociedade em contra-partida tem o estado que merece, sendo assim cabe a ela “sociedade” tomar posição e inverter essa situação de caos e abandono social.

E não adiante apenas a revolta no calor de um acontecimento macabro, isso é meramente emoção, e as emoções são mutantes e passageiras. Cabe aqui uma consciência social, com cada um fazendo a sua parte, para que seja possível um dia vivermos em casas que não sejam fortalezas, carros que não sejam blindados, e passeamos com nossos filhos sem o perigo de sermos molestados.

JoãoFarias

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